{"id":243811,"date":"2024-07-16T14:05:53","date_gmt":"2024-07-16T12:05:53","guid":{"rendered":"https:\/\/rtrsports.com\/patrocinio-falencia-na-f1\/"},"modified":"2026-10-23T22:29:43","modified_gmt":"2026-10-23T20:29:43","slug":"patrocinio-falencia-na-f1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rtrsports.com\/pt-pt\/blog\/sponsorships-bankruptcy-in-f1\/","title":{"rendered":"Patroc\u00ednios falhados na F1: seis casos e o que nos dizem"},"content":{"rendered":"<p>Os patroc\u00ednios falhados na F1 quase nunca falham em pista. Falham antes, na reuni\u00e3o em que se assina sem ter feito as perguntas certas. Os casos mais conhecidos, da <strong>MasterCard e da Lola<\/strong> em 1997 \u00e0 <strong>Haas e \u00e0 Uralkali<\/strong> em 2022, t\u00eam quase sempre uma de tr\u00eas causas: uma equipa que n\u00e3o estava preparada, um patrocinador que n\u00e3o era s\u00f3lido, ou um contrato ou um plano que n\u00e3o aguentava o regulamento, os pagamentos ou a realidade da corrida.<\/p>\n<p>Eu vejo-o como uma ponte. Numa margem est\u00e1 a marca; na outra, a propriedade desportiva: a equipa, o piloto, o campeonato. No meio est\u00e1 o tabuleiro, ou seja, o contrato e o plano de ativa\u00e7\u00e3o. As pontes n\u00e3o caem por azar. Caem porque uma das tr\u00eas partes n\u00e3o era aquilo que se julgava.<\/p>\n<h2>Patroc\u00ednios falhados na F1: seis casos que vale a pena conhecer<\/h2>\n<p>Escolhi seis casos documentados, por ordem cronol\u00f3gica. Em cada um conto o que aconteceu e que parte da ponte cedeu.<\/p>\n<h3>1. MasterCard e Lola, 1997: a equipa n\u00e3o estava preparada<\/h3>\n<p>A Lola tinha planeado a estreia na F\u00f3rmula 1 para 1998, o ano do novo regulamento t\u00e9cnico. Antecipou-a para 1997, e o fundador, Eric Broadley, atribuiu a decis\u00e3o \u00e0 press\u00e3o comercial, sobretudo do patrocinador principal, a MasterCard, que queria lan\u00e7ar um clube de F1 para os titulares do cart\u00e3o com o qual financiar a equipa.<\/p>\n<p>No Grande Pr\u00e9mio da Austr\u00e1lia, primeira corrida da temporada, Vincenzo Sospiri e Ricardo Rosset ficaram a 11,6 e 12,7 segundos da pole e fora dos 107% desse tempo: nenhum dos dois carros se qualificou. Antes do Brasil, a Lola anunciou a retirada por \u00abproblemas financeiros e t\u00e9cnicos\u00bb e pouco depois abandonou o campeonato. A sociedade da equipa foi liquidada com 6,3 milh\u00f5es de libras de d\u00edvidas e, poucas semanas depois, tamb\u00e9m a empresa-m\u00e3e, a Lola Cars, entrou em administra\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n<p>Aqui cedeu a margem da equipa, mas o calend\u00e1rio do patrocinador tamb\u00e9m ajudou a empurr\u00e1-la para o vazio. Uma data de lan\u00e7amento comercial n\u00e3o \u00e9 raz\u00e3o para entrar em pista um ano mais cedo.<\/p>\n<h3>2. BAR, 1999: duas marcas e uma s\u00f3 pintura permitida<\/h3>\n<p>Na estreia, a British American Racing apresentou duas pinturas diferentes: o carro de Jacques Villeneuve com as cores da Lucky Strike e o de Ricardo Zonta com as da 555, duas marcas de cigarros do mesmo grupo, a British American Tobacco. A FIA considerou-as irregulares, porque o regulamento exige que os carros de uma equipa tenham pinturas praticamente id\u00eanticas. A BAR apresentou tamb\u00e9m uma queixa \u00e0 Comiss\u00e3o Europeia e depois aceitou a autoridade da FIA. O compromisso foi uma pintura dividida ao meio: nos dois carros, um lado Lucky Strike e o outro 555.<\/p>\n<p>Em pista, a temporada correu ainda pior: zero pontos, a \u00fanica equipa a terminar 1999 sem pontuar. Mas, para quem patrocina, conta outra coisa. O regulamento desportivo faz parte do contrato, mesmo que ningu\u00e9m o anexe. Uma pintura desenha-se dentro do regulamento, n\u00e3o na esperan\u00e7a de o mudar.<\/p>\n<h3>3. Jaguar, Steinmetz e Ocean&#8217;s Twelve, M\u00f3naco 2004: tudo pendurado numa volta<\/h3>\n<p>No Grande Pr\u00e9mio do M\u00f3naco de 2004, os Jaguar correram com uma pintura especial para o filme Ocean&#8217;s Twelve e, no bico de cada carro, um diamante da Steinmetz de cerca de 300 000 d\u00f3lares. Na primeira volta, Christian Klien bateu nas barreiras no gancho do Loews. Quando o pessoal da Jaguar chegou ao carro, o diamante de Klien j\u00e1 l\u00e1 n\u00e3o estava. Mark Webber desistiu na 11.\u00aa volta com uma avaria na caixa de velocidades.<\/p>\n<p>\u00c9 um caso diferente dos outros, e pode discutir-se se foi mesmo um fracasso: do diamante desaparecido ainda hoje se fala. Mas, como plano de patroc\u00ednio, faltou-lhe controlo. Todo o seu valor dependia de uma exposi\u00e7\u00e3o em corrida que durou menos de uma volta para um carro e onze voltas para o outro.<\/p>\n<h3>4. Rich Energy e Haas, 2019: o patrocinador n\u00e3o era o que parecia<\/h3>\n<p>A Rich Energy, marca brit\u00e2nica de bebidas energ\u00e9ticas, tornou-se patrocinadora principal da Haas para a temporada de 2019, com um an\u00fancio em outubro de 2018. Em maio de 2019 perdeu um processo no Tribunal Superior de Londres contra a Whyte Bikes, que contestava o seu log\u00f3tipo com hastes de veado: o juiz decidiu que copiava o da empresa de bicicletas, violando os seus direitos de autor. A 10 de julho, a conta de Twitter da Rich Energy anunciou o fim do acordo, invocando os maus resultados da equipa; no dia seguinte, os acionistas demarcaram-se e falaram da iniciativa de uma s\u00f3 pessoa. A 9 de setembro de 2019, no dia seguinte ao Grande Pr\u00e9mio de It\u00e1lia, a Haas e a Rich Energy anunciaram o fim da parceria por m\u00fatuo acordo, com efeito imediato.<\/p>\n<p>Aqui cedeu a margem do patrocinador, e o preju\u00edzo recaiu tamb\u00e9m sobre a equipa, que durante meses correu com um nome no centro de uma pol\u00e9mica. A due diligence faz-se nos dois sentidos: a equipa verifica quem paga, a marca verifica com quem vai partilhar o carro.<\/p>\n<h3>5. ROKiT e Williams, 2019-2020: os pagamentos que n\u00e3o chegam<\/h3>\n<p>Em 2019, a ROKiT substituiu a Martini como patrocinadora principal da Williams, com um contrato de tr\u00eas anos, prolongado por mais dois logo na primeira temporada. Em maio de 2020, antes de come\u00e7ar a temporada adiada pela pandemia, a Williams rescindiu o acordo com efeito imediato. O lit\u00edgio sobre os pagamentos de 2020 acabou no London Court of International Arbitration, que reconheceu \u00e0 equipa cerca de 26,2 milh\u00f5es de libras em pagamentos n\u00e3o efetuados. Em 2023, a ROKiT avan\u00e7ou por sua vez com uma a\u00e7\u00e3o, alegando que a Williams lhe tinha escondido o verdadeiro desempenho do carro e os seus pr\u00f3prios problemas financeiros.<\/p>\n<p>Desta vez cedeu o tabuleiro, ou seja, o contrato. Um patrocinador principal que paga tarde, ou que n\u00e3o paga, deixa a equipa em dificuldades precisamente quando j\u00e1 vendeu o espa\u00e7o mais valioso do carro. \u00c9 por isso que o calend\u00e1rio de pagamentos, as garantias e as cl\u00e1usulas de rescis\u00e3o contam tanto como o log\u00f3tipo: encontra-os no nosso guia sobre as <a href=\"https:\/\/rtrsports.com\/pt-pt\/blog\/contrato-de-patrocinio-f1-clausulas\/\">cl\u00e1usulas do contrato de patroc\u00ednio na F1<\/a>.<\/p>\n<h3>6. Haas e Uralkali, 2022: o risco que nenhum plano previa<\/h3>\n<p>A Uralkali, grupo russo de fertilizantes ligado \u00e0 fam\u00edlia Mazepin, era patrocinadora principal da Haas desde 2021, o ano em que Nikita Mazepin chegou \u00e0 equipa. Depois da invas\u00e3o russa da Ucr\u00e2nia, no final de fevereiro de 2022 a Haas retirou a marca dos carros e, a 5 de mar\u00e7o, p\u00f4s fim tanto ao patroc\u00ednio como ao contrato do piloto. O lit\u00edgio acabou perante um tribunal arbitral su\u00ed\u00e7o, que em junho de 2024 reconheceu \u00e0 Haas justa causa para a rescis\u00e3o, mas lhe ordenou que devolvesse \u00e0 Uralkali a parte n\u00e3o usufru\u00edda da quota de 2022, cerca de 9 milh\u00f5es de d\u00f3lares. Durante o fim de semana do Grande Pr\u00e9mio dos Pa\u00edses Baixos, oficiais de justi\u00e7a entraram na zona da equipa no paddock para avaliar os bens que poderiam ser penhorados se o pagamento n\u00e3o fosse feito; a Haas pagou no final de agosto de 2024.<\/p>\n<p>Aqui ningu\u00e9m cedeu no sentido cl\u00e1ssico: o mundo mudou em poucos dias. Mas o caso mostra duas coisas. O risco reputacional e geopol\u00edtico de um patrocinador faz parte da due diligence. E o contrato tem de dizer com precis\u00e3o o que acontece, e quem devolve o qu\u00ea, quando uma das partes tem de sair.<\/p>\n<h2>O que os patroc\u00ednios falhados t\u00eam em comum<\/h2>\n<p>Se voltar a p\u00f4r os seis casos em cima da ponte, o quadro fica claro.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>A margem da equipa<\/strong>: a Lola, em 1997, n\u00e3o estava preparada para correr. A USF1, inscrita pela FIA no campeonato de 2010 em junho de 2009, nunca chegou \u00e0 partida, e a Locstein, a sociedade financeira su\u00ed\u00e7a que a devia patrocinar, retirou-se tr\u00eas semanas antes da primeira corrida.<\/li>\n<li><strong>A margem do patrocinador<\/strong>: a Rich Energy com a Haas e a ROKiT com a Williams, a que se junta a Uralkali com a Haas, onde mais do que o patrocinador cedeu o contexto. Tr\u00eas patrocinadores principais, tr\u00eas sa\u00eddas antecipadas, duas delas resolvidas em arbitragem.<\/li>\n<li><strong>O tabuleiro<\/strong>: a pintura da BAR pensada para duas marcas que o regulamento n\u00e3o admitia, a opera\u00e7\u00e3o da Jaguar constru\u00edda inteiramente \u00e0 volta da corrida, os contratos da ROKiT e da Uralkali postos \u00e0 prova s\u00f3 quando as coisas correram mal.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Quase nenhum destes fracassos nasceu em pista. A pista limitou-se a torn\u00e1-los vis\u00edveis.<\/p>\n<h2>Onde mais vezes se trope\u00e7a<\/h2>\n<p>Compreendo quem trope\u00e7a. A F\u00f3rmula 1 \u00e9 uma oportunidade que n\u00e3o aparece todos os dias, e quando aparece a tenta\u00e7\u00e3o \u00e9 fechar depressa. Mas, no meu trabalho, vi os mesmos tr\u00eas trope\u00e7\u00f5es repetirem-se mais do que quaisquer outros.<\/p>\n<p><strong>O primeiro \u00e9 assinar com o calend\u00e1rio errado.<\/strong> O lan\u00e7amento de um produto, uma conven\u00e7\u00e3o, o fecho do ano fiscal: s\u00e3o datas da marca, n\u00e3o da equipa. A MasterCard empurrou a Lola para a pista um ano mais cedo, e a fatura mais pesada foi paga pela equipa.<\/p>\n<p><strong>O segundo \u00e9 verificar num s\u00f3 sentido.<\/strong> A marca olha para os resultados da equipa e fica por a\u00ed. N\u00e3o pergunta pela sua solidez financeira, por quem s\u00e3o os outros patrocinadores nem por como est\u00e3o redigidos os contratos deles. O caso da Rich Energy lembra que tamb\u00e9m o vizinho de pintura conta.<\/p>\n<p><strong>O terceiro \u00e9 pendurar tudo no domingo.<\/strong> Se o valor do patroc\u00ednio depende de quanto tempo o carro fica em pista e na televis\u00e3o numa corrida, basta um acidente na primeira volta para o reduzir a zero. As ativa\u00e7\u00f5es que aguentam s\u00e3o as que funcionam mesmo quando a corrida corre mal: hospitality, conte\u00fados, a\u00e7\u00f5es com clientes e nos pontos de venda.<\/p>\n<h2>Como reduzir o risco antes de assinar<\/h2>\n<p>O m\u00e9todo que usamos na RTR resume-se a quatro passos.<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Verificar a equipa, n\u00e3o s\u00f3 os resultados.<\/strong> Estrutura, propriedade, solidez financeira, pontualidade nos pagamentos aos fornecedores. E perguntar se uma equipa \u00e9 mesmo a escolha certa: \u00e0s vezes, o campeonato serve melhor os objetivos, como explicamos no guia sobre <a href=\"https:\/\/rtrsports.com\/pt-pt\/blog\/patrocinio-equipa-ou-campeonato-f1\/\">equipa ou campeonato na F\u00f3rmula 1<\/a>.<\/li>\n<li><strong>Verificar os outros patrocinadores.<\/strong> Quem mais est\u00e1 no carro, em que categorias de produto, com que riscos reputacionais.<\/li>\n<li><strong>Construir bem o tabuleiro.<\/strong> Calend\u00e1rio de pagamentos, garantias, cl\u00e1usulas de rescis\u00e3o e de sa\u00edda antecipada, o que se devolve e quando, cumprimento do regulamento desportivo quanto \u00e0 pintura e \u00e0s marcas permitidas.<\/li>\n<li><strong>Construir uma ativa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o dependa do resultado.<\/strong> Com um or\u00e7amento realista, que inclua a ativa\u00e7\u00e3o para al\u00e9m dos direitos: quanto custa realmente, explicamo-lo no guia sobre o <a href=\"https:\/\/rtrsports.com\/pt-pt\/blogue\/cost-formula-1-sponsorships\/\">custo de um patroc\u00ednio na F\u00f3rmula 1<\/a>.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Se est\u00e1 a ponderar entrar na F1, a nossa p\u00e1gina sobre o <a href=\"https:\/\/rtrsports.com\/pt-pt\/formula-1-patrocinio\/\">patroc\u00ednio na F\u00f3rmula 1<\/a> explica como trabalhamos, da escolha da propriedade ao contrato.<\/p>\n<p>Uma ponte testa-se antes da inaugura\u00e7\u00e3o. Os patroc\u00ednios n\u00e3o falham em pista. Falham antes.<\/p>\n    <div itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/FAQPage\" class=\"faq-schema-wrapper question-list-wrap\">\r\n\r\n                    <h2><b>Perguntas frequentes sobre patroc\u00ednios falhados na F1<\/b><\/h2>\r\n        \r\n        <br \/>\n    <div itemscope itemprop=\"mainEntity\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/Question\" class=\"faq-item question-list-row\">\r\n\r\n        <h3 class=\"h5\" itemprop=\"name\">\r\n            <b>Quais s\u00e3o os patroc\u00ednios falhados mais famosos da F1?<\/b>\r\n        <\/h3>\r\n\r\n        <div itemscope itemprop=\"acceptedAnswer\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/Answer\">\r\n            <div itemprop=\"text\" class=\"question-answer\">\r\n                <p>Entre os casos mais conhecidos est\u00e3o a MasterCard e a Lola em 1997, a dupla pintura da BAR em 1999, o diamante da Steinmetz desaparecido de um Jaguar no M\u00f3naco em 2004, a Rich Energy e a Haas em 2019, a ROKiT e a Williams em 2020, e a Haas e a Uralkali em 2022. Quase todos falharam antes da corrida: por causa de uma equipa que n\u00e3o estava preparada, de um patrocinador pouco s\u00f3lido ou de um contrato que n\u00e3o aguentou.<\/p>\n            <\/div>\r\n        <\/div>\r\n\r\n    <\/div>\r\n    <br \/>\n    <div itemscope itemprop=\"mainEntity\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/Question\" class=\"faq-item question-list-row\">\r\n\r\n        <h3 class=\"h5\" itemprop=\"name\">\r\n            <b>Porque falham os patroc\u00ednios na F\u00f3rmula 1?<\/b>\r\n        <\/h3>\r\n\r\n        <div itemscope itemprop=\"acceptedAnswer\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/Answer\">\r\n            <div itemprop=\"text\" class=\"question-answer\">\r\n                <p>Por tr\u00eas causas recorrentes: a equipa n\u00e3o est\u00e1 preparada ou n\u00e3o \u00e9 s\u00f3lida; o patrocinador n\u00e3o \u00e9 fi\u00e1vel, n\u00e3o paga ou torna-se um risco reputacional; o contrato e o plano de ativa\u00e7\u00e3o n\u00e3o aguentam o regulamento, os pagamentos ou um mau resultado em pista.<\/p>\n            <\/div>\r\n        <\/div>\r\n\r\n    <\/div>\r\n    <br \/>\n    <div itemscope itemprop=\"mainEntity\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/Question\" class=\"faq-item question-list-row\">\r\n\r\n        <h3 class=\"h5\" itemprop=\"name\">\r\n            <b>O que aconteceu entre a MasterCard e a Lola em 1997?<\/b>\r\n        <\/h3>\r\n\r\n        <div itemscope itemprop=\"acceptedAnswer\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/Answer\">\r\n            <div itemprop=\"text\" class=\"question-answer\">\r\n                <p>A Lola antecipou para 1997 a estreia prevista para 1998, em parte por press\u00e3o do patrocinador principal, a MasterCard. Na Austr\u00e1lia nenhum dos dois carros se qualificou; antes do Brasil a equipa retirou-se, a sua sociedade foi liquidada com 6,3 milh\u00f5es de libras de d\u00edvidas e tamb\u00e9m a Lola Cars entrou em administra\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n            <\/div>\r\n        <\/div>\r\n\r\n    <\/div>\r\n    <br \/>\n    <div itemscope itemprop=\"mainEntity\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/Question\" class=\"faq-item question-list-row\">\r\n\r\n        <h3 class=\"h5\" itemprop=\"name\">\r\n            <b>Porque terminou o patroc\u00ednio entre a Haas e a Rich Energy?<\/b>\r\n        <\/h3>\r\n\r\n        <div itemscope itemprop=\"acceptedAnswer\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/Answer\">\r\n            <div itemprop=\"text\" class=\"question-answer\">\r\n                <p>Em maio de 2019 a Rich Energy perdeu um processo sobre o seu log\u00f3tipo contra a Whyte Bikes e, em julho, a sua conta de Twitter anunciou o fim do acordo, um an\u00fancio desautorizado pelos acionistas no dia seguinte. A 9 de setembro de 2019 as duas partes anunciaram o fim da parceria por m\u00fatuo acordo, com efeito imediato.<\/p>\n            <\/div>\r\n        <\/div>\r\n\r\n    <\/div>\r\n    <br \/>\n    <div itemscope itemprop=\"mainEntity\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/Question\" class=\"faq-item question-list-row\">\r\n\r\n        <h3 class=\"h5\" itemprop=\"name\">\r\n            <b>Como terminou o patroc\u00ednio entre a ROKiT e a Williams?<\/b>\r\n        <\/h3>\r\n\r\n        <div itemscope itemprop=\"acceptedAnswer\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/Answer\">\r\n            <div itemprop=\"text\" class=\"question-answer\">\r\n                <p>A Williams rescindiu o acordo em maio de 2020, e o London Court of International Arbitration reconheceu-lhe cerca de 26,2 milh\u00f5es de libras em pagamentos n\u00e3o efetuados. Em 2023 a ROKiT avan\u00e7ou por sua vez com uma a\u00e7\u00e3o contra a equipa.<\/p>\n            <\/div>\r\n        <\/div>\r\n\r\n    <\/div>\r\n    <br \/>\n    <div itemscope itemprop=\"mainEntity\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/Question\" class=\"faq-item question-list-row\">\r\n\r\n        <h3 class=\"h5\" itemprop=\"name\">\r\n            <b>Como se reduz o risco de um patroc\u00ednio na F1?<\/b>\r\n        <\/h3>\r\n\r\n        <div itemscope itemprop=\"acceptedAnswer\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/Answer\">\r\n            <div itemprop=\"text\" class=\"question-answer\">\r\n                <p>Verificando a equipa e os outros patrocinadores antes de assinar, escrevendo no contrato o calend\u00e1rio de pagamentos, as garantias e as cl\u00e1usulas de sa\u00edda, respeitando o regulamento desportivo e construindo uma ativa\u00e7\u00e3o que funcione mesmo quando a corrida corre mal.<\/p>\n            <\/div>\r\n        <\/div>\r\n\r\n    <\/div>\r\n    <br \/>\n\r\n    <\/div>\r\n    \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os patroc\u00ednios falhados na F1 quase nunca falham em pista. Falham antes, na reuni\u00e3o em que se assina sem ter feito as perguntas certas. 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